1ro dia de trabalho..

.. 1ro dia da última temporada:

“Nas costas a mochila, na mente uma fila de ideias, e agora essa vai
Ninguem me ensinou a jogar, nem sabia o que vinha depois
Só me deram a chuteira, empurraram pro campo e disseram:
“Vai lá! sabe gol? faz dois”
Não pode pipocar, pipoca é o que mais tem
Por isso uns vão uns vem, uns vão uns vem, uns vão uns vem”

setembro 19, 2011 at 10:01 am Deixe um comentário

Saideira

Saideira

Ultimas férias, agora é trabaio fío!

setembro 14, 2011 at 8:04 pm Deixe um comentário

Velho camarada…

Intento de estudo, jogos da dupla, mais amigos e janta no zuca… EMICIDA VAI TA LA… ADoOOOOORO

setembro 1, 2011 at 5:14 am Deixe um comentário

Mantém-te com fome, mantém-te tonto!

Hoje não estou por escrever, o dia foi legal, mas deveria ser mas produtivo.. maldito inverno, eu devo realmente morar num lugar que faz um tempo que me desestimula?

Mas também tenho que pensar em algumas coisas que o Steve Jobs falou nessa formatura aí.
A parte dos Pontos Futuros é incrivelmente certo, me fala um pouco sobre fazer coisas que tu gosta, que alguma mão vai tricotar isso. E no fim faz sentido. Sobre o amor e perda, bem aí tem que pensar, da morte nao tem muito que pensar, tem que fazer.

agosto 31, 2011 at 3:51 am Deixe um comentário

Una vez más

Se eu voltar

Terei medo de prosseguir e sobrevoar o rio inteiro
Graças a Deus os meus olhos podem se abrir

Perceber a cor do seus”

 

Praticamente dois anos depois de parar de escrever volto a usar este blog . Eu completava um ano vivendo na Espanha e recém voltava das minhas primeiras férias no Brasil, hoje resolvo fazer o contrário. Bastante ao contrário. Provavelmente em minhas últimas férias no Brasil, faltando um ano para ir embora da Espanha. Efeito espelhado.

Traçando um possível ano de volta, a ponte-aérea POA-BCN se inverte e resolvo desenhar um caminho de retorno construído passo a passo. Por isso pretendo escrever quase todos os dias,  como é no sentido oposto não será com a periodicidade “quase-nunca”; como é ao contrário vai ser para mim mesmo. Até porque o principal motivo para não escrever mais por aqui foi justo a falta de audiência das minhas notícias. Daí fiquei quieto.

O silencio fez bem, fez diferente.

A falta de narrativa me levou á conversar pra dentro, a conversar sozinho, a ficar comigo, e a ficar só, e a me sentir só em mim mesmo.

A ideia é escrever quase todo dia. Mais para mim, por isso e PARA isso. Menos capricho, menos texto, mas algo que importe. Muita música, porque sem música não tem trilha sonora, senão alguma foto, algum trecho de livro, algum.

O título é explicativo.

Uma das coisas mais difíceis de “viver em castellaño”  foi aprender as inversões do que falamos em português, agora isso é o mais difícil de reaprender do português. Não foi o caso com o “Mais uma vez” que aprendi ser  “Una vez más” pela música do Natiruts, que é toda em português por sinal? Porque minha hipóteses é de que “uma vez más” é mais sonoro. O Calligaris (Contardo) disse certa vez que as hipóteses que criamos sobre as coisas que não entendemos nos diz mais sobre nós mesmos que sobre a coisa em si;  freudianamente HONESTO.

Por esse mesmo motivo de sonoridade creio eu que ganhei como herança da minha vida espanhola um montão de expressões que nunca mais deixarei de usar. Indeléveis.
A música foi a mesma que mandei para o Daniel Alemao quando foi para Austrália, lembro disso agora. Na época enviei um e-mail com uma interpretação junto, isso se perdeu… mas.. Será que se perde o que se dá? Acho que não, isso volta e re-volta. Veremos no que dá vasculhar nessa bagunça que eu fiz tentanto arrumar malas para ir de um lado para outro, de um país para outro, de uma casa pa outra de um Eu para um Outro. De um Eu para um Mim.

“Mas a tristeza que tinha em seu peito já foi embora”

A trilha: Una vez más – Natiruts

 

agosto 30, 2011 at 5:57 am 1 comentário

Carta 10

“I kissed you good bye at the airport. I held you so close to me.
I said ‘So here we are now and I can’t stop from crying Lilly’.
And you said ‘Hey hey hoo, you know this is the way to go.
You will forget about me when I’m on that plane.
Forget about me when I’m on that plane.’
Tonight tonight tonight tonight
I wanna be with you Tonight”
Billie the vision & the dancers

Amigo, amigos, há tempo que não escrevo, não como ameaça, pois os mais próximos já haviam sido devidamente avisados sobre esse ínterim de comunicação, dessas férias de verão da escrita, afinal tinha outras coisas mais importantes para procrastinar. Aqui na Europa chamam esse lapso de 3 meses da vida rotineira de Verano, é uma coisa parecida com o que acontecerá aí onde no céu se vê o Cruzeiro do Sul a partir de dezembro, só que com areia fina e biquínis que são como a estatística.

Já que falei da tal estatística segue a explicação científica, aqui no que entendo com meu portuñol Verano é quando a gente consegue ganhar dinheiro (e um monte de realizações no meu caso) ser colocado em algum lugar que inclusive eu merecia, mas que eles não souberam por não entender Guarany. Mas disso já contei, porque o tal de Verano foi quando eu pude ir para minha outra cidade, onde tenho outra casa em que agora sou visita e se não faço nada ninguém me xinga, pelo contrário. Só não sei se a melhor tradução para esse período foi chuva, férias, inverno ou estranhamento.

Creio que não é o momento de significar isso, se é que será possível, pois tenho coisas que talvez sejam importantes de fazer, construir um futuro e um doutorado talvez seja a opção mais correta. Aquela tua de viajar loucamente pelo Velho continente ainda é válida, mas tenho que me planejar, por sorte menos que tu, mas mais que o Cícero, afinal até hoje não consegui fechar bem aquela porta, sabe, os neuróticos que duvidam se acionaram o alarme ou fecharam o gás, por isso talvez tenha voltado, para conferir a porta e ficar mais seguro que tudo que eu preso mais estará seguro, é que nunca foi uma fuga.

Ah sim, fuga? Estatística? Ah é, por acaso terminei, entreguei e apresentei – e inclusive passei – no tal de mestrado, que na verdade é um máster (para coisas diferentes, nomes diferentes já disse um Brasileiro ao explicar para um uruguaio que Olimpíadas não pode contar como Copa do Mundo). Sem muita festa, nem tantas dificuldades, mas com bastante sintoma e aspectos de intervenção divina, como tu sabe que acontece. Espero de verdade que não seja assim contigo, pois isso sim eu tentei fazer diferente, mas não consegui, e talvez por isso um pouco de frustração, não com a nota mas com o processo, com o do Máster e não da vida que afinal me reservou boas cores novas nesses 14 meses.

Agora to com um projeto novo bem interessante, que é seguir um pouco mais o que alguém chamou de “desejo”, e por onde outro disse que “há que correr riscos”. É simples, porém um pouco pessoal para se tratar aqui e agora, mas pretendo explicar pouco a pouco. Porque sabe, fazer o que se quer é complicado, se você vê alguém rindo em meio a crise é porque ele já sabe em quem por a culpa.

Do esporte que se outrora jogou no Brasil, mas que venderam como a Vale e como vai ocorrer com o pré-sal eu não comento mais, treinar o meu novo time que é o B (de Banguzinho pois os bons vão para o A) é mais excitante e dá mais chances de ganhar algo que os times da Republica Juliana e do estado anexo no Sarneyzão 2009. Talvez uma solução para se ganhar novamente um título nacional seja um nova Revolução Farroupilha, com apoio dos países porteños. Imagina que beleza, deportaríamos (ou traficaríamos) a Yeda, o Kroeff e o Maradona para as favelas do Rio; o carrinho voltaria a ser legalizado, Fito Paez de ministro da cultura, costela e figada na cesta básica, Lugano de capitão da seleção, que teria ainda Mano Menezes, Lucas, Anderson e Sandro Goiano (devidamente naturalizado), Buenos Aires com “Tax-free”, pena de morte para o axé, Borges e Mario Quintana de leituras obrigatórias do vestibular, Analista de Bagé com busto na APPOA, 1ro ministro Luis Felipe Scolari e o presidente, o presidente claro, seria o Drexler. Não tem como dar errado.

Sobre sonhos, Charles de Gaulle, novidades e verões te deixo o Hit do tal Verano, ignore o vocalista acho que pegaram um crackoleiro nas ramblas para dublar, já que não é o mesmo sueco que estava no show deles na sexta passada, na fábrica da cerveja que é tipo a Brahma deles.

setembro 28, 2009 at 11:22 pm 2 comentários

Freud visita a Catalunya

Sonhei contigo hoje, foi diferente

Sonhei contigo, com meus pais, com a cidade natal deles e com a minha cidade hoje. Com um campo pra jogar gol-a-gol, com um aluno meu, o pai dele, e um monstrinho sorridente.

(Inho pq era pequeno)
que eu nunca vi na vida, e era um mostro mesmo,
daqueles bonitinhos de tao feio.

Tudo isso misturado.
E acordei com saudades, de tudo isso,
Tudo isso separado.

Menos do monstrinho claro,
Mas quem sabe, esse monstrinho, feio e bonitinho, que eu tentei pegar no colo e não consegui por ser tao pesado,
mas ao aproximar do meu pai coube na palma da minha mão
fosse apenas da saudade, criança de nove meses, uma representação.

maio 12, 2009 at 9:37 am 2 comentários

Expresso da bola: Empate

“de repente estou só no mundo. Vejo tudo isto do alto de um telhado espiritual. Estou só no mundo. Ver é estar distante. Ver claro é parar. Analisar é ser estrangeiro. Toda a gente passa sem roçar por mim. Tenho só ar à minha volta. Sinto-me tão isolado que sinto a distância entre mim e o meu fato. Sou uma criança, com uma palmatória mal acesa, que atravessa, de camisa de noite, uma grande casa deserta. Vivem sombras que me cercam – só sombras, filhas dos móveis hirtos e da luz que me acompanha. Elas me rondam aqui ao sol, mas são gente.”

Bernardo Soares – Fernando Pessoa

Caro parceiro de tabelinhas:

Esse sistema de “Eu FC” é complicado, o futebol profissional está cada vez mais corrompido daquela coisa que se jogava na cadência do samba, do jogo muleque, daquela coisa Heleno de Freitas e Chico Buarque. Hoje se pensa muito mais na(s) validade(s) – de constructo, de mercado e de duração – nos planos do sucesso, nos recordes, é como se querem construir um crack – como tenta há anos e anos japoneses russos e alemães, em laboratório. E escuto o pai de um menino de 9 anos (tinha 8 ainda) dizer ao seu treinador: por favor, só te peço uma coisa, diz se meu filho tem futuro pro futebol, um sim ou um não, dá igual, só diga. O “mister”, por sorte ou por juízo (ou por medo de errar) não responde, Ufa, o mundo ainda não esta perdido.  

Compreendo teus problemas partidários, aqui de longe é um pouco mais fácil de identificar esse fenômeno, como diz o ditado acima. E vejo muitos na mesma situação. Creio que o cerne esta na base. Fomos aquele time que durante o amadorismo realmente amou e conquistou todos os canecos possíveis. Não só jogávamos por música, como orquestra, fazíamos rap de improviso, muitos gols de letras.

Agora (já faz um tempinho na verdade) que o tempo e a competência nos alçaram ao time de cima, aos times, pois a vida mambembe e real não nos permitiria levar a academia, a squadra, toda à equipe principal.. Sabíamos disso tanto, que com um esforço bastante grande conseguimos reunir somente (?) três dos boleiros para a festa de gala de despedida da equipe de juniores, tu estavas lá, eu também.

Cada um por um lado, nossos empresários, chamados por alguns de desejo, por outros de necessidade, ou entendidos como a bola, distribuíram o time. Alguns jogam a mesma liga, mas por equipes e em posições diferentes, há quem há buscado o futuro no ortodoxo futebol inglês, há quem se importe mais com salário que com a performance, há quem há mudado de posição no campo, mas todos ainda jogam, com a esperança que a pelada seja eterna, mas toca o despertador e tem que treinar no ginásio e fazer trabalho físico, bom se todos os jogos fossem em uma tarde de verão num canteiro de Remanso.

E o fenômeno surpreende a todos com decisões sobre seu futuro, Adriano mesmo que genial chega atrasado e treina de ressaca, Kaká deixa a mulher, Ronaldinho não sorri tanto, Zé Roberto mudou o penteado, e o Cicinho.. Alguém sabe por onde anda o Cicinho??

Todos podem se ver de uma forma ou de outra, tem meios para isso, podem conquistar muitas coisas ainda, mas sabem que aquela época da copa de 2006 é passado.

Contudo todos, todos, do goleiro ao ponta-direita, ainda que se vejam que falem da época e da equipe de ouro, que tenham companheiros bons, e maus, a quem passar a bola; todos, quem sabe, mais tu e eu, sentem falta do colega próximo, com o mesmo dorsal, mas de técnica um pouco (ou muito) distinta, a quem com somente um olhar, ou melhor ainda, sem olhar até, sabe onde o outro estará, para lançar uma bola, uma interpretação, um questionamento, uma piada, uma discussão ou simplesmente um anseio que será escutado.

 

continua…

.

 

(por que não é uma opção parar)

abril 30, 2009 at 8:57 pm 4 comentários

Rota incerta

Nao é problema de falta de tempo.

Nao é falta do que contar.

Nao é que nao tenha pensado em nada.

Até pelo contrário.

Sigo respondendo cartas e telefonemas.

Falta um direcionamento. É de saber quem lê o que escrevo.

Estou pensando se manterei essa precária habitaçao. Pq se é pra morar em casa num morro distante, que quase ninguém visita, talvez seja melhor mudar.

Afinal, quem lê isso?

abril 27, 2009 at 9:20 pm 5 comentários

“Continuações de caminhos que nunca estiveram bem traçados” *carta4

Meu amigo, se vão 2 meses que me escreveste, 7 que eu parti, e o tempo passa tão rápido que assusta, mais do que sempre, e mais do que nunca.

Assusta porque em 4 meses acabo o máster, e começo a parte “de campo” sábado, e nesta semana ainda a escrever a introdução. Assusta por que eu vim fazer isso aqui e isso ta acabando, sim isso tem continuação, o doutorado está logo ali, mas este tem outro ritmo que depende mais ainda de mim, e quer saber? Quero passar uns dois meses sem ter que pensar nisso por obrigação. Não que tenha sido pesado ¡que isso! pelo contrário até camarada! Mas é que doutorado ainda é coisa séria, para quem toma o conhecimento a sério. E eu vou pensar em alguma coisa mais legal que meu mestrado, que é bom, mas não é difícil (até agora não foi), mas como tem pressa, data y fecha “Es lo que hay, cariño”

Assusta, pois há 4 meses tenho uma direção fixa para vir depois de trabalhar, estudar ou só andar, e te digo, na falta de planos melhores, será a mesma até 2012, que é um plano bastante bom, mas sei lá.. por hora deixa estar.

Assusta porque há 7 meses estou aqui, sem segurança de verdade. *Relendo isso penso nas aulas do Wilian, ou ao menos o que entendi: SEGURANÇA o que é isso, como é isso, para que serve, e a aula que o Guto matou e não me ajudou a lembrar. Há dois meses estou trabalhando muito, sem saber meu salário, porque aqui são mais malandros que brasileiros. Porque não sei ainda com o que, e até com quem, posso contar.

Assusta porque eu conheço muito poucos lugares ainda, mesmo de Barcelona, e me vejo um pouco acomodado, aqui é perto de muito, mas não é bem assim pra chegar no “logo ali”.

Assusta porque sinto menos falta, sinto saudade. “Amor eu sinto a sua falta, E a falta é a morte da esperança, Como um dia que roubaram seu carro Deixou uma lembrança” (Nando Reis) Acho que é isso. Sei que nos veremos, mas de certa forma “eu á fico à vontade com a sua ausência”. Isso é bom, e isso é muito ruim. Sabe porque? Porque o que eu imaginei pode vir a acontecer, eu me acostumar com tudo, como geralmente faço, e ficar.. e ficar pra que, e até quando?

Assusta porque não perdi a mania de contar, e quizás conte mais do que nunca, e escrevo escutando as mesmas músicas, mesmo com centenas de novas na lista abaixo, mas é que tem algo no “Sou – Nós” do Marcelo “Bucker” Camelo, que ainda não abstraí, digeri, e me toca de um jeito que ainda, depois de tudo que vem acontecendo, me dá desassossego.

Mas por outro lado, desses sustos, desses desassossegos, que se vive a vida. Tudo isso é só um pouco de vida que eu não conheço, ou que eu conheça, mas falando catalão, e ao fim e ao cabo de tudo. Foi para isso que eu vim mesmo.

 Fotografia elucidativa sobre como passa o tempo em Barcelona.
Fotografia elucidativa sobre como passa o tempo em Barcelona.


		

março 9, 2009 at 10:47 pm 4 comentários

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