Carta 10
setembro 28, 2009 at 11:22 pm 2 comentários
“I kissed you good bye at the airport. I held you so close to me.
I said ‘So here we are now and I can’t stop from crying Lilly’.
And you said ‘Hey hey hoo, you know this is the way to go.
You will forget about me when I’m on that plane.
Forget about me when I’m on that plane.’
Tonight tonight tonight tonight
I wanna be with you Tonight”
Billie the vision & the dancers
Amigo, amigos, há tempo que não escrevo, não como ameaça, pois os mais próximos já haviam sido devidamente avisados sobre esse ínterim de comunicação, dessas férias de verão da escrita, afinal tinha outras coisas mais importantes para procrastinar. Aqui na Europa chamam esse lapso de 3 meses da vida rotineira de Verano, é uma coisa parecida com o que acontecerá aí onde no céu se vê o Cruzeiro do Sul a partir de dezembro, só que com areia fina e biquínis que são como a estatística.
Já que falei da tal estatística segue a explicação científica, aqui no que entendo com meu portuñol Verano é quando a gente consegue ganhar dinheiro (e um monte de realizações no meu caso) ser colocado em algum lugar que inclusive eu merecia, mas que eles não souberam por não entender Guarany. Mas disso já contei, porque o tal de Verano foi quando eu pude ir para minha outra cidade, onde tenho outra casa em que agora sou visita e se não faço nada ninguém me xinga, pelo contrário. Só não sei se a melhor tradução para esse período foi chuva, férias, inverno ou estranhamento.
Creio que não é o momento de significar isso, se é que será possível, pois tenho coisas que talvez sejam importantes de fazer, construir um futuro e um doutorado talvez seja a opção mais correta. Aquela tua de viajar loucamente pelo Velho continente ainda é válida, mas tenho que me planejar, por sorte menos que tu, mas mais que o Cícero, afinal até hoje não consegui fechar bem aquela porta, sabe, os neuróticos que duvidam se acionaram o alarme ou fecharam o gás, por isso talvez tenha voltado, para conferir a porta e ficar mais seguro que tudo que eu preso mais estará seguro, é que nunca foi uma fuga.
Ah sim, fuga? Estatística? Ah é, por acaso terminei, entreguei e apresentei – e inclusive passei – no tal de mestrado, que na verdade é um máster (para coisas diferentes, nomes diferentes já disse um Brasileiro ao explicar para um uruguaio que Olimpíadas não pode contar como Copa do Mundo). Sem muita festa, nem tantas dificuldades, mas com bastante sintoma e aspectos de intervenção divina, como tu sabe que acontece. Espero de verdade que não seja assim contigo, pois isso sim eu tentei fazer diferente, mas não consegui, e talvez por isso um pouco de frustração, não com a nota mas com o processo, com o do Máster e não da vida que afinal me reservou boas cores novas nesses 14 meses.
Agora to com um projeto novo bem interessante, que é seguir um pouco mais o que alguém chamou de “desejo”, e por onde outro disse que “há que correr riscos”. É simples, porém um pouco pessoal para se tratar aqui e agora, mas pretendo explicar pouco a pouco. Porque sabe, fazer o que se quer é complicado, se você vê alguém rindo em meio a crise é porque ele já sabe em quem por a culpa.
Do esporte que se outrora jogou no Brasil, mas que venderam como a Vale e como vai ocorrer com o pré-sal eu não comento mais, treinar o meu novo time que é o B (de Banguzinho pois os bons vão para o A) é mais excitante e dá mais chances de ganhar algo que os times da Republica Juliana e do estado anexo no Sarneyzão 2009. Talvez uma solução para se ganhar novamente um título nacional seja um nova Revolução Farroupilha, com apoio dos países porteños. Imagina que beleza, deportaríamos (ou traficaríamos) a Yeda, o Kroeff e o Maradona para as favelas do Rio; o carrinho voltaria a ser legalizado, Fito Paez de ministro da cultura, costela e figada na cesta básica, Lugano de capitão da seleção, que teria ainda Mano Menezes, Lucas, Anderson e Sandro Goiano (devidamente naturalizado), Buenos Aires com “Tax-free”, pena de morte para o axé, Borges e Mario Quintana de leituras obrigatórias do vestibular, Analista de Bagé com busto na APPOA, 1ro ministro Luis Felipe Scolari e o presidente, o presidente claro, seria o Drexler. Não tem como dar errado.
Sobre sonhos, Charles de Gaulle, novidades e verões te deixo o Hit do tal Verano, ignore o vocalista acho que pegaram um crackoleiro nas ramblas para dublar, já que não é o mesmo sueco que estava no show deles na sexta passada, na fábrica da cerveja que é tipo a Brahma deles.
Entry filed under: Uncategorized. Tags: .
2 Comentários Add your own
Deixe uma resposta
Enviar trackback para este post | Subscribe to the comments via RSS Feed






1.
Rita | outubro 2, 2009 às 11:47 pm
Maurinho, eu leio essa tríade e sinto pelos demais… fico pensando que eu sou bem mais privilegiada do que os meus leitores, pois eles chegam a qualquer momento e entendem (bem, sempre foi essa a proposta…) Mas por aqui (e ali e ali) eu me sinto vip por entender, mesmo quando é tudo errado (ou certo… dois dias depois dãã) não tem problema
É assim, feito uma cara promoção: “Leia um texto e leve dez”, pois as significações podem ser vááárias. Ah, parabéns pela conquista, até sinto daqui aquela sensação de alegria pela missão cumprida. Acho que já respondeste aquela pergunta, né? Parabééééééns! \o/
2.
Rita | outubro 2, 2009 às 11:48 pm
Ai, e faltou dizer que eu morri de rir com essa tua Revolução Farroupilha