Archive for agosto, 2011

Mantém-te com fome, mantém-te tonto!

Hoje não estou por escrever, o dia foi legal, mas deveria ser mas produtivo.. maldito inverno, eu devo realmente morar num lugar que faz um tempo que me desestimula?

Mas também tenho que pensar em algumas coisas que o Steve Jobs falou nessa formatura aí.
A parte dos Pontos Futuros é incrivelmente certo, me fala um pouco sobre fazer coisas que tu gosta, que alguma mão vai tricotar isso. E no fim faz sentido. Sobre o amor e perda, bem aí tem que pensar, da morte nao tem muito que pensar, tem que fazer.

agosto 31, 2011 at 3:51 am Deixe um comentário

Una vez más

Se eu voltar

Terei medo de prosseguir e sobrevoar o rio inteiro
Graças a Deus os meus olhos podem se abrir

Perceber a cor do seus”

 

Praticamente dois anos depois de parar de escrever volto a usar este blog . Eu completava um ano vivendo na Espanha e recém voltava das minhas primeiras férias no Brasil, hoje resolvo fazer o contrário. Bastante ao contrário. Provavelmente em minhas últimas férias no Brasil, faltando um ano para ir embora da Espanha. Efeito espelhado.

Traçando um possível ano de volta, a ponte-aérea POA-BCN se inverte e resolvo desenhar um caminho de retorno construído passo a passo. Por isso pretendo escrever quase todos os dias,  como é no sentido oposto não será com a periodicidade “quase-nunca”; como é ao contrário vai ser para mim mesmo. Até porque o principal motivo para não escrever mais por aqui foi justo a falta de audiência das minhas notícias. Daí fiquei quieto.

O silencio fez bem, fez diferente.

A falta de narrativa me levou á conversar pra dentro, a conversar sozinho, a ficar comigo, e a ficar só, e a me sentir só em mim mesmo.

A ideia é escrever quase todo dia. Mais para mim, por isso e PARA isso. Menos capricho, menos texto, mas algo que importe. Muita música, porque sem música não tem trilha sonora, senão alguma foto, algum trecho de livro, algum.

O título é explicativo.

Uma das coisas mais difíceis de “viver em castellaño”  foi aprender as inversões do que falamos em português, agora isso é o mais difícil de reaprender do português. Não foi o caso com o “Mais uma vez” que aprendi ser  “Una vez más” pela música do Natiruts, que é toda em português por sinal? Porque minha hipóteses é de que “uma vez más” é mais sonoro. O Calligaris (Contardo) disse certa vez que as hipóteses que criamos sobre as coisas que não entendemos nos diz mais sobre nós mesmos que sobre a coisa em si;  freudianamente HONESTO.

Por esse mesmo motivo de sonoridade creio eu que ganhei como herança da minha vida espanhola um montão de expressões que nunca mais deixarei de usar. Indeléveis.
A música foi a mesma que mandei para o Daniel Alemao quando foi para Austrália, lembro disso agora. Na época enviei um e-mail com uma interpretação junto, isso se perdeu… mas.. Será que se perde o que se dá? Acho que não, isso volta e re-volta. Veremos no que dá vasculhar nessa bagunça que eu fiz tentanto arrumar malas para ir de um lado para outro, de um país para outro, de uma casa pa outra de um Eu para um Outro. De um Eu para um Mim.

“Mas a tristeza que tinha em seu peito já foi embora”

A trilha: Una vez más – Natiruts

 

agosto 30, 2011 at 5:57 am 1 comentário


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